
Um novo sentido
Não estou de volta. Quero apenas, por meio dessas palavras, atender, mesmo que parcialmente, a um pedido da Aline, do Meu baú de versos tortos, pra eu continuar escrevendo pra sempre (Obrigada por esse carinho, fiquei pensando nele esses dias todos), e também atribuir outro significado a esse blog, porque ele não foi em vão, como a vida não deve ser.
Aprendi aqui, no tempo curto de um ano, a ver a vida de outros modos, ainda não vistos (como se sobrevoasse um pouco acima dos meus conceitos e preconceitos, podendo analisá-los com maior precisão), e a valorizar cada dia que vivo, não importa como eles sejam. Aqui obtive a certeza de que não devemos colocar sobre os outros o peso que foi colocado sobre nós, durante toda a nossa vida, com ou sem intenção de nos tirar a força de caminhar em liberdade, confiante e leve rumo à realização dos nossos sonhos.
A possibilidade de aprender é uma das melhores características do ser humano. Aprendemos e mudamos. Assim é a vida, e que bom que é assim, tudo pode ser ressignificado, adquirir outro tom, proporcionar outras chances em nosso caminhar. As mudanças que ocorrem em nós também promovem transformações, pois fazem com que outras pessoas percebam ser possível alcançar um novo sentido.
Viver pode ser ruim, mas também pode ser bom. E é preciso nos fortalecer nesses momentos, pra conseguirmos seguir adiante sem muitos medos, com bons planos. Nossa força varia durante o trajeto, manter a motivação confiante, esperançosa, apesar das dificuldades que a vida apresenta, é um desafio árduo, às vezes cansativo manter a fé no que é bom, sem a hipocrisia dos julgamentos de valores e das condenações fáceis.
Um artista tem seus propósitos, nem sempre explicáveis, nem sempre de todo evidentes pra si mesmo. A inspiração tem seus mistérios, algumas coisas podem afetar mais que outras, o que não depende apenas do nosso desejo de criar. A arte nos dissocia em suas inúmeras possibilidades, sem necessariamente tirar nossos pés da realidade e nos jogar no abrigo da loucura; permite-nos o que a sociedade a nós impede, espelhá-la, refletir sobre ela o que exige de nós a cada instante, implicitamente, mesmo que não goste de ver o que ela muitas vezes é e nos faz ser, seres contraditórios que somos pra conseguir sobreviver socialmente.
Aprender a escolher, minuto a minuto, entre os mais variados estímulos, e assumir as conseqüências do que pode vir de cada decisão, sem deixar de caminhar tranquilamente por causa dos riscos que é viver, isso a vida exige de nós e em algum momento nos possibilita. Um aprendizado que nos deixa mais fortes, mais felizes, mais leves.
Metas que me acompanharão: Aprender sempre. Viver do melhor modo que eu puder, tentando manter o que há de melhor em mim, e escrever é uma das coisas boas que consigo fazer mas reconheço que não sei ter um blog, não sei lidar bem com pessoas desejosas por conhecer quem está por trás dos textos, isso eu não sei. E talvez eu escreva pra sempre, Aline, quando sentir vontade, quando algo me inquietar a ponto de se transformar em palavras, em histórias, sem a obrigação de fazer, de mostrar, que tanto me incomoda. Quero que escrever seja um prazer pra mim, mesmo que só meu.
Vivam do melhor modo que puderem. E mantenham o que há de melhor em si. Sejam felizes, se não sempre, ao menos sempre que possível.
Tenham um bom Natal, significando não um mero ritual a se cumprir, sem nenhum desejo de interagir, e sim um momento de congregação, de encontro ou reencontro, um bom momento a ser vivido e compartilhado, trazendo bons sentimentos a serem mantidos, acesos, coloridos, brilhantes, com poder de guiá-los, todos os dias, em direção às melhores escolhas, aos melhores caminhos.


